
Pergunto-me durante horas do meu dia sobre o que tenho feito na minha vida.
E uma vez, eu ouvi uma pergunta mais ou menos assim: o que, de maior importância, você fez na sua vida?
E uma vez e mais umas 15 outras vezes não soube responder...
Por alguns momentos achei que fosse fazer tudo que podia no maior tempo possível.
Mas não fiz tudo que podia...
Muitas vezes, me neguei a fazer por um medo que me cerca até hoje.
Juro que queria aproveitar minha vida de uma forma que até desse inveja aos meus netos futuramente.
Queria fazer absolutamente tudo que fosse bom, proveitoso e que me desse, no final, uma lição maravilhosa.
Será que estou aproveitando minha vida do jeito que ela merece?
Será que isso é justo com ela?
Passar dias na frente de uma tv, consumindo todo o tipo de porcaria telecomunicativa e toda coisa desproveitosa possível e de fatores muitas vezes fora da realidade?
Acho que isso não é vida pra mim...
Acho que isso não é para minha vida.
Será que eu me mereço para minha vida?
O incrível é o seguinte: eu sei que essas questões nunca irão sumir da minha cabeça.
Eu sei que esse amor que eu sinto nunca vai ser tirado da cabeça...
Sabe por quê?
Porque certa vez eu ouvi que não se pode tirar da cabeça algo que vive no seu coração.
Concordo...
E a minha maior vontade é pegar tudo que eu acho lindo, simples, perfeito e de certa musicalidade e cores bem vivas, colocar numa garrafa, agitar bem e engolir num gole só!
Tudo numa coisa só.
Só em tudo uma coisa.
Coisa tudo num só!
E eu nunca vou perder essa mania de criar palavras e/ou expressões.
Acho que nasci meio poetisa, meio artista.
E tento desenvolver isso da melhor maneira que Deus me deixar fazer.
Falando em tentar...
Tento todos os dias algo que estou começando a achar impossível.
Impossível, não.
Digo meio que muito, mas muito difícil.
Digo meio que muito, mas muito difícil.
Algo que só seres superiores conseguiriam.
Arrancar uma árvore com raiz, crescida há muito tempo, regada, desregada, florecida, nua,...ou seja, uma enorme árvore.
Tão bem maior que eu e meus sentimentos.
E tão pesada.
Nem trator arrancou.
E tenho medo de quando a arrancarem de lá.
Fico perguntando se preencheram o seu espaço com algo útil, com algo tão bonito como ela.
Tenho medo do que pode acontecer.
Ah!... Esse medo...
Esse, sim, eu gostaria de arrancar.
De quê ele me vale?
Como eu disse uma vez: vale o mesmo ao quadrado!
Bleh!...
Quero ver o mundo na sua mais nua forma.
Quero ver todo mundo do jeito que é...
Difícil, mas não impossível.
Quem disse que ia ser fácil?!
Eu só disse que valeria a pena...
Ouvindo: "Fifteen Minutes Old" - Snow Patrol

Um comentário:
Quando vir uma pessoa como realmente é, não esqueça de apresentá-la a si mesma.
Beijos.
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